Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS CE) recebe inscrições de artistas trans, travestis e não bináries somente até o dia 9 de julho para a 3ª edição do Ateliê de Criação Tecnologias Transvestigêneres, do programa Trair o CIStema. O edital do MIS CE concederá bolsas para dez projetos de pesquisa e criação de diversas linguagens artísticas. O museu integra a Rede Pública de Equipamentos Culturais (Rece) do Governo do Ceará, vinculada à Secretaria da Cultura (Secult), e é gerido pelo Instituto Mirante.
(Foto: Deivyson Teixeira).
As inscrições podem ser feitas de forma gratuita, pelo site do Mapa Cultural do Ceará. Das 10 bolsas disponíveis, quatro são para todas as pessoas trans, travestis e não bináries e seis são reservadas para pessoas trans, travestis e não bináries que também fazem parte de grupos específicos: negras (pretas ou pardas), indígenas, quilombolas e/ou com deficiência.
As pessoas selecionadas participarão de processo formativo e criativo, nos meses de setembro e outubro de 2026, e receberão bolsa no valor de R$ 3 mil. Os projetos desenvolvidos serão partilhados com o público ao fim do processo.
A iniciativa busca contribuir para a formação de pessoas artistas comprometidas com práticas solidárias e críticas, promovendo um ambiente de aprendizagem, pesquisa e criação coletiva atento às realidades e necessidades de comunidades historicamente vulnerabilizadas.
Sobre o Ateliê de Criação Tecnologias Transvestigêneres
O Ateliê de Criação Tecnologias Transvestigêneres é um espaço de investigação e intercâmbio de experiências artísticas para pessoas trans, travestis e não bináries, com ênfase na transdisciplinaridade. O objetivo é aproximar, diluir e questionar as fronteiras e barreiras que existem entre linguagens artísticas e outros campos do conhecimento, incentivando o hibridismo e as experimentações.
Nesta terceira edição, o Ateliê propõe o eixo ecologias trans e cuir, voltado a projetos que investiguem relações entre corpos, tecnologias e ambientes em transformação. Parte-se da ideia de que identidades e ecossistemas são instáveis e mutáveis. E, neste contexto, entende-se tecnologia como meio de criar conexões, experiências e formas de vida.
São convidadas a participar pessoas artistas e pesquisadoras interessadas em articular corpos transvestigêneres, ecologias vivas e tecnologias de maneira integrada, que criem a partir da instabilidade, da variação e da plasticidade como forças afirmativas e investiguem práticas de cuidado entre mundos. E pessoas que desenvolvam dispositivos, métodos ou rituais produtores de conectividades sensíveis e proponham formas de viver mais plurais, lúdicas e sensuais, alinhadas às dinâmicas criativas da própria natureza.
Serão contemplados projetos de pesquisa e criação nas seguintes linguagens:
Arte fractal
Arte generativa
Artes visuais
Audiovisual
Cinema expandido
Fotografia expandida
Instalação sonora
Jogos virtuais
Performance
Projeção interativa
Realidade aumentada
Realidade virtual
Video mapping
Outras áreas correlacionadas
